Iris · Observação Clínica
A observação não pode depender de quem lembrou.
Quem está há mais de 24 horas. Quem aguarda vaga de UTI. O que está pendente e há quanto tempo. No computador da sala e no celular do plantão, atualizado por quem está lá.
Sem instalação · Sem plugin · Sem loja de aplicativos
Rodando hoje em duas unidades de emergência
31H Leito 7 · permanência · 2ª volta +7h
A passagem de plantão
Quem sai lista de cabeça. Quem entra anota no papel. O que não foi dito não deixa rastro — e no turno seguinte ninguém sabe que faltou.
Leito 7, senhora de 74 anos, aguardando UTI.
quem saiDesde quando?
quem entraDesde ontem.
quem saiO que não foi dito
Nenhuma dessas três coisas é culpa de quem passou o plantão. As três estavam registradas em algum lugar — no sistema do laboratório, no papel da regulação, na memória de quem estava lá às quatro da manhã.
O que não existe é o lugar onde as três aparecem juntas, na mesma tela, para a pessoa que assume o turno agora.
O dado existia. Só não estava em lugar nenhum.
Como funciona
O painel não pede nada além do que a equipe já faz. Ele só faz o que foi feito continuar existindo depois que o turno acaba.
Escreva, cole a admissão que já está digitada, dite por voz ou fotografe a ficha de papel. A Iris lê e preenche os campos — nome, idade, problemas, plano, leito. Nada é salvo antes de você conferir.
Pendências com hora marcada, mudança de destino, evolução a cada doze horas. Cada movimento guarda quem escreveu e quando — sem apagar o que havia antes.
Todos os pacientes da unidade, com o tempo de cada um, o que está pendente e quem é o responsável agora. A tela é a passagem.
Alta, internamento, UTI, transferência. O paciente sai da tela e continua contado — é daí que saem permanência, tempo de espera e epidemiologia.
O painel
Quantos estão lá dentro, há quanto tempo, esperando o quê. Hoje essa resposta é reconstruída de memória a cada troca de turno, por quem estiver na sala.
Leitura da unidade · agora
Cada número é um botão: toque em Acima de 24h e a lista abaixo passa a mostrar só esses três. A leitura de cima e a lista de baixo são a mesma coisa, vista de duas distâncias.
Pendências · o que está parado, e há quanto tempo
Sem barra e sem gráfico: o que importa é o número de horas, e ele é lido de longe. As vencidas sobem sozinhas para o topo quando chega a hora — é o plantão inteiro que vê, não só quem escreveu.
Unidades e papéis
Cada pessoa entra e vê a sua unidade. A coordenação vê o conjunto, e atravessa de uma para a outra sem digitar senha de novo.
Todas as unidades, os indicadores por mês e por ano, a equipe e os acessos. É o único papel que abre os indicadores.
Todos os pacientes da unidade, não só os dele — porque o painel serve como passagem de plantão, e passagem parcial não é passagem.
Registra e evolui sob supervisão. É o papel em que a camada de ensino se encaixa, quando ela chegar.
Em uso hoje Duas unidades: uma emergência clínica de adulto e uma emergência pediátrica.
Nota técnica
Endereço próprio, certificado válido, HTTPS padrão. Não pede programa, não pede plugin, não pede exceção de segurança no navegador.
A mesma tela na máquina da sala e no telefone de quem está no corredor. Nada para baixar na loja de aplicativos.
Onde a rede filtra por categoria, o pedido é liberar um endereço na lista — não abrir uma porta nem instalar nada na máquina.
Privacidade
Primeiro nome, inicial do meio e último sobrenome — Maria C. Junqueira. Número de prontuário e CPF não entram, e o campo recusa.
Quem escreveu o quê, e quando. Correção não apaga: o valor antigo fica no histórico, ao lado do novo.
Uma conta por pessoa, com troca obrigatória da senha no primeiro acesso. Nada de senha compartilhada de plantão.
A família Iris
Nos serviços onde os cargos se acumulam, quem coordena a emergência também coordena o internato — e hoje são dois trabalhos que não se falam.
O que já existe: a ficha do paciente traz a leitura de referência do quadro — o texto de estudo correspondente, aberto dentro do próprio painel, sem precisar de conta no simulador.
O que vem: o circuito que fecha isso em ensino. Pelo problema do paciente que está na observação, o módulo indexa um caso do simulador e o transforma em atividade da turma — o interno estuda na segunda o que vai discutir na quinta, sobre o paciente que está no leito.
Em desenvolvimento
Iris PreceptorIA · o outro lado da marca
Simulador de atendimento clínico por voz para o internato e para quem vai plantonar. O aluno conversa com um paciente simulado, examina, preenche a ficha e recebe uma devolutiva que cruza o que ele disse com o que ele escreveu.
121 casos, nascidos de um registro hospitalar de mais de mil pacientes graves.
Começar
Uma unidade, um mês, e no fim um relatório do que o painel viu. É a forma mais curta de saber se isto serve ao seu serviço — sem comprometer o hospital inteiro para descobrir.
Escolhida por você — a que mais dói.
Você atende. A Iris observa.
Desenvolvido pela Levin